terça-feira, 13 de agosto de 2013

A morte é sempre um tema que tem tanto de misterioso como assustador. Talvez porque ninguém consegue saber com clareza o que acontece no final da sua existência até aquele momento final chegar, o Homem sempre teve um fascínio por saber qual será a última coisa que experimentará antes de perder a consciência para sempre. Precisamente isso é o que tentou encontrar Anna Gosline, num artigo para a revista New Scientist, publicado em 2007, depois de conversar com especialistas e rever depoimentos tanto de testemunhas como de sobreviventes de 10 tipos diferentes de mortes, desde paragem cardíaca até à decapitação. – See more at:
1. Afogamento
O afogamento pode não ser uma das mortes mais dolorosas de uma pessoa, mas é de certeza uma das mais angustiantes devido à enorme sensação de pânico quando não se é capaz de respirar.
Conforme descrito pelo fisiologista e especialista em sobrevivência marinha da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, Mike Tipton, a maioria das mortes por afogamento no mar são eventos extremamente bruscos, onde dois terços das vítimas são reconhecidos como bons nadadores.
A partir daí começa uma luta desesperada para manter a cabeça acima da água, onde as tentativas de tomar fôlego impedem a pessoa de gritar por socorro. Muitas vezes, os corpos são encontrados em pé, com as mãos ligeiramente fechadas, como se tivessem tentado agarrar uma escada invisível.
Quando a pessoa finalmente submerge, tenta manter o ar o máximo possível, normalmente durante 30 a 90 segundos. Depois respira água, tosse e respiração ainda mais água, à medida que esta lhe enche os pulmões e impede a oxigenação do sangue.”Há uma sensação de rasgar e de queimar à medida que o líquido invade as vias aéreas. Em seguida, segue-se um estado de calma e tranquilidade “, diz Tipton, com base em depoimentos de sobreviventes.
A tranquilidade é o resultado da falta de oxigénio para o cérebro. Finalmente, o coração pára e ocorre a morte cerebral.
2. A paragem cardíaca
Os ataques cardíacos podem parecer uma maneira mais natural de morrer em comparação com as execuções ou acidentes, mas também pode ser uma das mais dolorosas.
Enquanto alguns podem ser fulminantes, na maioria dos casos os sintomas ocorrem até 6 horas de antecedência, que são frequentemente menosprezados pelas vítimas, especialmente mulheres, que atribuíram isso ao cansaço, indigestão ou cólicas.
Estes incluem dor no peito, que pode vir como pressão ou aperto, pois os pacientes geralmente descrevem como “sentir-se sentados num elefante.” A dor pode ser tão aguda que corre ao longo da mandíbula, garganta, costas e braços.
Procurar ajuda médica é essencial. Mais dos 85% dos pacientes que chegam às urgências a tempo, sobrevivem. Aqueles que não sentem o seu coração a parar, perdem a consciência em 10 segundos,

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